Encontre um minimalismo racional que funcione pra você

Flores lilases do Arizona, com um muro de uma construção em adobe em segundo plano

Algumas pessoas com quem eu converso ficam nervosas quando ouvem o termo minimalista. Na cabeça delas, logo surgem imagens de escassez, decoração sem graça e armários vazios. Então concluem, com razão, que essa não é uma boa maneira de aproveitar a vida. E não é mesmo.

Talvez seja por isso que prefiro usar o termo minimalismo racional, que me soa bem mais adequado. Se você entrasse na minha casa hoje, não iria deduzir imediatamente que tem um minimalista morando aqui.

Ao olhar para nossa sala de estar, você veria uma televisão, sofás, uma foto de família e um tapete. Em nosso armário perto da porta temos casacos, bonés de beisebol e alguns acessórios usados no inverno. No quarto das crianças: livros, trabalhos de arte e brinquedos no armário. Desde que decidimos nos tornar minimalistas há alguns anos, embarcamos numa jornada para definir o que isso significa para nós e como se encaixa em nossa vida.

Moramos num bairro residencial mais afastado do centro (o que chamam aqui de subúrbio). Temos dois filhos pequenos. Somos participantes ativos da comunidade. Adoramos entreter, mostrar hospitalidade e receber pequenos grupos da igreja em nossa sala de estar. Sou escritor e minha esposa é professora.

Embora não seja nada excepcional, nossa vida não é idêntica à de nenhuma outra família. E, se vamos nos tornar minimalistas, devemos encontrar um estilo de minimalismo específico para nós. Isso exige da gente fazer alguns questionamentos, realizar concessões, identificar o que mais valorizamos e ter a humildade de alterar a rota se necessário.

A sua prática particular de minimalismo vai ser diferente da prática das outras pessoas. E deve ser! Afinal, sua vida é diferente da delas.

Você pode ter uma família grande, uma família pequena ou morar sozinho. Talvez more num sítio, numa casa ou num conjugado. Pode ser que colecione antiguidades, selos ou tampas de garrafa. Pode gostar de música, cinema, literatura ou esportes. Talvez tenha apego por fotografias antigas, heranças de família ou cartas românticas de um grande amor.

Encontre um estilo de minimalismo que funcione para você. Um que não seja trabalhoso, mas libertador e baseado nos seus valores, desejos, paixões e pensamento racional.

Esteja ciente de que a sua definição não virá da noite para o dia. Vai levar tempo. E irá evoluir — até mesmo mudar radicalmente enquanto a sua vida muda também. Você vai perder em alguns aspectos para ganhar em outros. Cometerá alguns erros ao longo do caminho. E, assim, precisará de humildade para prosseguir sem desviar do seu foco.

Mas, por fim, você começará a remover as coisas desnecessárias da sua vida. E, quando fizer isso, encontrará espaço para promover intencionalmente tudo aquilo que mais valoriza.

Joshua Becker é o criador do blog Becoming Minimalist, de onde este artigo foi extraído. Ele é autor de quatro livros e fundador da The Hope Effect, organização sem fins lucrativos dedicada a mudar a vida dos órfãos em todo o mundo.
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Clique aqui para ler o post original em inglês.

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