Liberte-se do jogo da comparação

dois cactos espinhentos, cada um em um plano

Nossa cultura nos diz que precisamos ter mais e mais coisas. Os comerciais nos estimulam a comprar o mais novo e melhor produto. Uma tendência natural nos leva a comparar a nossa vida com a daqueles ao nosso redor. Junte a isso tudo o fato de que temos um desejo intrínseco de impressionar outras pessoas por meio de nossas posses — quanto mais melhor. E assim temos a receita para o desastre e a decepção.

Todos os dias desperdiçamos uma quantidade de energia preciosa comparando nossos bens com os dos outros. Reparamos no presente que ela ganhou de aniversário, em qual celular ele carrega no bolso ou nas roupas da moda que todos os nossos amigos parecem estar usando.

No final das contas, acabamos desejando que tivéssemos mais. Mas ficar o tempo todo sonhando com as coisas dos outros e invejando o que eles têm rouba de nós a satisfação com o hoje.

Gastamos tanta energia mental pensando em tudo aquilo que ainda não possuímos que perdemos a capacidade de apreciar o que já temos. Isso faz com que a gente tenha a sensação constante de que está faltando alguma coisa — mesmo que haja tantos motivos para expressarmos gratidão bem na nossa frente.

Joshua Becker é o criador do blog Becoming Minimalist, de onde este artigo foi extraído. Ele é autor de quatro livros e fundador da The Hope Effect, organização sem fins lucrativos dedicada a mudar a vida dos órfãos em todo o mundo.
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Encontre um minimalismo racional que funcione pra você

Flores lilases do Arizona, com um muro de uma construção em adobe em segundo plano

Algumas pessoas com quem eu converso ficam nervosas quando ouvem o termo minimalista. Na cabeça delas, logo surgem imagens de escassez, decoração sem graça e armários vazios. Então concluem, com razão, que essa não é uma boa maneira de aproveitar a vida. E não é mesmo.

Talvez seja por isso que prefiro usar o termo minimalismo racional, que me soa bem mais adequado. Se você entrasse na minha casa hoje, não iria deduzir imediatamente que tem um minimalista morando aqui.

Ao olhar para nossa sala de estar, você veria uma televisão, sofás, uma foto de família e um tapete. Em nosso armário perto da porta temos casacos, bonés de beisebol e alguns acessórios usados no inverno. No quarto das crianças: livros, trabalhos de arte e brinquedos no armário. Desde que decidimos nos tornar minimalistas há alguns anos, embarcamos numa jornada para definir o que isso significa para nós e como se encaixa em nossa vida.

Moramos num bairro residencial mais afastado do centro (o que chamam aqui de subúrbio). Temos dois filhos pequenos. Somos participantes ativos da comunidade. Adoramos entreter, mostrar hospitalidade e receber pequenos grupos da igreja em nossa sala de estar. Sou escritor e minha esposa é professora.

Embora não seja nada excepcional, nossa vida não é idêntica à de nenhuma outra família. E, se vamos nos tornar minimalistas, devemos encontrar um estilo de minimalismo específico para nós. Isso exige da gente fazer alguns questionamentos, realizar concessões, identificar o que mais valorizamos e ter a humildade de alterar a rota se necessário.

A sua prática particular de minimalismo vai ser diferente da prática das outras pessoas. E deve ser! Afinal, sua vida é diferente da delas.

Você pode ter uma família grande, uma família pequena ou morar sozinho. Talvez more num sítio, numa casa ou num conjugado. Pode ser que colecione antiguidades, selos ou tampas de garrafa. Pode gostar de música, cinema, literatura ou esportes. Talvez tenha apego por fotografias antigas, heranças de família ou cartas românticas de um grande amor.

Encontre um estilo de minimalismo que funcione para você. Um que não seja trabalhoso, mas libertador e baseado nos seus valores, desejos, paixões e pensamento racional.

Esteja ciente de que a sua definição não virá da noite para o dia. Vai levar tempo. E irá evoluir — até mesmo mudar radicalmente enquanto a sua vida muda também. Você vai perder em alguns aspectos para ganhar em outros. Cometerá alguns erros ao longo do caminho. E, assim, precisará de humildade para prosseguir sem desviar do seu foco.

Mas, por fim, você começará a remover as coisas desnecessárias da sua vida. E, quando fizer isso, encontrará espaço para promover intencionalmente tudo aquilo que mais valoriza.

Joshua Becker é o criador do blog Becoming Minimalist, de onde este artigo foi extraído. Ele é autor de quatro livros e fundador da The Hope Effect, organização sem fins lucrativos dedicada a mudar a vida dos órfãos em todo o mundo.
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As 10 coisas mais importantes para simplificar na sua vida

A simplicidade traz equilíbrio, liberdade e alegria. Quando começamos a viver de forma simples e experimentar esses benefícios, passamos a nos perguntar: Em que outros aspectos da minha vida eu posso remover a distração e simplesmente focar no que é essencial?

A partir de nossa jornada pessoal e de muitas conversas e observações, chegamos a uma lista das 10 coisas mais importantes que você pode simplificar na sua vida hoje para desfrutar de um estilo de vida mais equilibrado e prazeroso.

1. Suas posses. Não nos damos conta de como o excesso de posses materiais complica nossa vida. Elas drenam nossa conta bancária, nossa energia e nossa atenção. Afastam a gente das pessoas que amamos e da possibilidade de levar uma vida fundamentada nos nossos valores. Se você investir um pouco de tempo para remover da sua vida todos os itens que não forem essenciais, não irá se arrepender.

2. Seus compromissos. A maioria de nós preenche os dias do início ao fim com compromissos: trabalho, cuidados com a casa, atividades dos filhos, eventos comunitários, responsabilidades religiosas, hobbies… a lista é imensa. Sempre que for possível, livre-se dos compromissos que não estejam alinhados com seus principais valores.

3. Suas metas. Reduza para apenas uma ou duas as metas às quais você vai dedicar seu esforço intencional. Ao fazer isso, você irá aprimorar seu foco e seu índice de sucesso. Faça uma lista das coisas que quer alcançar e escolha as duas mais importantes. Quando realizar uma delas, adicione outra à lista.

4. Seus pensamentos negativos. A maior parte das emoções negativas é completamente inútil. Ressentimento, amargura, ódio e inveja jamais melhoraram a qualidade de vida de nenhum ser humano. Assuma o controle da sua mente. Esqueça mágoas passadas e substitua pensamentos negativos por pensamentos positivos.

5. Suas contas e dívidas. Se as suas dívidas estão sufocando você, reduza-as. Comece hoje. Faça o que precisa fazer para tirar esse peso enorme dos seus ombros. Busque ajuda. Repense seu estilo de vida. Sacrifique os luxos de hoje pela liberdade de amanhã.

6. Suas palavras. Mantenha uma fala simples, clara e honesta. Não fale nada da boca para fora; seja autêntico. Fuja de fofocas.

7. Ingredientes artificiais. Evite gorduras trans, grãos refinados, preparados ricos em glicose e sódio em excesso. Minimizar esses ingredientes aumentará seu nível de energia no curto prazo e sua saúde no longo prazo. Além disso, se possível, diminua o consumo daqueles remédios comprados sem receita médica — permita que seu corpo se cure naturalmente em vez de criar uma dependência de alguma substância.

8. O tempo que passa diante de uma tela. Concentrar toda a sua atenção em televisão, filmes, jogos e tecnologia causa mais danos do que você imagina. A mídia pode reorganizar os seus valores e começar a dominar a sua vida. Ela tem a capacidade de exercer um impacto profundo em seu comportamento e em sua forma de ver o mundo. Infelizmente, quando você vive o tempo todo nesse mundo, nem percebe como essas coisas estão afetando sua mente. A única maneira de compreender completamente essa influência na sua vida é apertando o botão de desligar.

9. Suas conexões com o mundo. Nossos relacionamentos com as pessoas podem ser algo maravilhoso, mas fluxos constantes de distração são péssimos. Saiba a hora de dar um tempo nas redes sociais. Concentre-se no que é importante, não no que é urgente. Um fluxo constante de distrações de outras pessoas pode fazer com que a gente se sinta mais importante, necessário ou querido, mas sentir-se importante e conquistar importância são coisas completamente diferentes.

10. Suas tentativas de multitarefar. Pesquisas indicam que fazer várias tarefas ao mesmo tempo aumenta o estresse e diminui a produtividade. Embora realizar apenas uma tarefa por vez esteja se tornando praticamente uma arte perdida, aprenda a fazer isso. Faça uma coisa de cada vez. Capriche. E só quando a tarefa estiver concluída passe para a próxima.

Joshua Becker é o criador do blog Becoming Minimalist, de onde este artigo foi extraído. Ele é autor de quatro livros e fundador da The Hope Effect, organização sem fins lucrativos dedicada a mudar a vida dos órfãos em todo o mundo.
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