Padecendo no paraíso

Ou como estão sendo os primeiros dias. Ou minha versão de:

Isso a Globo não mostra.

Chegamos na quinta-feira com todas aquelas malas em nossa casinha provisória. (Alugamos um flat mobiliado por dois meses, enquanto procuramos um lugar para morar em definitivo.) Mas quando abrimos a porta… oi? Não foi este apartamento que reservamos. Eu tinha visto por fotos e me programado pra ele. No atual não havia armários no banheiro, nem guarda-roupa, além de a geladeira ser bem pequena.

Falei com o proprietário e resolvemos o mal-entendido, mas o flat reservado de fato só seria liberado na terça. Ou seja: nada de desfazer as malas até lá. Ok, vamos exercer o minimalismo desde já: usar o mínimo de coisas, repetir roupa e sandália, beleza.

Sem que isso nos abatesse, fomos dar uma volta e pegar o pôr do sol na praia do Centro. Mas que praia? A maré estava altíssima e não tinha faixa de areia. E que pôr do sol? O sol estava atrás de muitas nuvens e não ia dar pra ver nada. Mas, ei, showzinho no bar de frente pro mar! Woohoo! Reggaezinho de leve pra nos dar as boas-vindas, petiscos deliciosos, água de coco… E um susto.

Estou lá relaxadona quando vejo um funcionário um pouco à frente da nossa mesa lutando contra alguma coisa com a vassoura. Ah, deve ser uma barata, normal. Só que a luta estava demorando um pouco… que raio de barata é essa? Olhei por debaixo da mesa e uou! Dei um salto pro lado quando percebi que a barata na verdade era a maior aranha que eu já vi na vida! E olha que eu morei em Petrópolis e já vi muito bicho grande e bizarro. Mas esta parecia uma daquelas australianas de tão grande, envolvendo a vassoura com as patas peludas… Pense num pavor!!!

Aranha colossal devidamente removida, continuamos a assistir o show, concentração comprometida, obviamente, mas, deixa pra lá…

Eu tô na Pipaaaaaa!

Passeamos pelo centrinho, espantados por ver como a cidade está cheia na tal baixa temporada. Mas o dia foi puxado e eu estava mesmo era doida pra me jogar na cama e descansar. Rá. Isso se os vizinhos deixassem. Um grupinho estava com o som na maior altura, berrando sem parar, e assim permaneceu até altas horas da madrugada.

Sério, esse lugar tá me testando.

A gente já tinha se hospedado no mesmo lugar ano passado, fora da baixa temporada, e não teve problemas. Aí, vendo uns grupos locais no Facebook, eu entendi tudo. No sábado ia rolar nada menos que UMA RAVE. A cidade estava cheia por causa disso — e cheia de gente especialmente barulhenta, né.

No sábado precisávamos ir à praia: tirar a zica e lavar a alma. E assim fizemos. Passamos o dia na praia do Amor, que, normalmente agitada, estava linda e maravilhosa. E ainda bem que aproveitamos…

Porque domingo, segunda e terça choveu horrores. E andando pra lá e pra cá descobrimos o único trecho que realmente ficava alagado depois de a chuva parar: a parte da rua em frente ao nosso prédio.

Juro.

Eu poderia estar postando só sobre o lado bom disso tudo aqui, mas se podemos dar umas risadas com as derrotas, por que não? Não me aguento. Vocês são como eu, sempre desconfiam daqueles relatos de experiências perfeitas e irretocáveis? Pois aqui não, meus amigos!

Aqui é vida real!

Ontem finalmente nos mudamos pro apartamento combinado e estamos tentando montar alguma rotina enquanto visitamos possíveis lugares para morar. Estamos caminhando bastante, tomando muita água de coco e absorvendo toda a vitamina D necessária.

Ah, e hoje fiz meu primeiro sabão líquido caseiro, firme na missão de usar produtos mais naturais para os cuidados com a casa — e também reduzir o plástico. Segui a receita da Cristal, do blog Uma vida sem lixo. Foi muito fácil. Deem uma olhada aqui.

Encerro pedindo desculpas pelas falhas no blog. Nunca mexi nisso e estou aprendendo aos poucos. Para terem uma ideia, eu resolvi domínio, hospedagem, escrevi o primeiro texto e postei, tudo num dia só. Então ainda estou descobrindo como divulgar melhor e como facilitar a vida de quem quer acompanhar os posts.

Por enquanto, vocês podem se inscrever aqui no site para receber o aviso por e-mail quando tiver texto novo. Ou seguir a página Projeto Vida Minimalista no Facebook para acompanhar as atualizações e as fotos enquanto não crio a conta no Instagram.

E aproveito para agradecer pelas visualizações, curtidas e comentários. Muito legal esse feedback!

“Feito é melhor que perfeito.”

lema de Sheryl Sandberg, COO do Facebook e autora do livro Faça acontecer

4 malas e uma saudade que não caberia em lugar algum

E então chegou o tão esperado dia 17 de maio, o dia da mudança, da viagem…

E das últimas despedidas.

Se eu só pensasse no que estou deixando, jamais conseguiria fazer isso. Como achar que qualquer coisa é melhor do que ter sua família e seus amigos por perto, ao alcance de um Uber?

Não, não dá para fazer esse balanço. É uma conta que simplesmente não fecha.

E por isso eu não consegui viver a euforia da mudança para o projeto de vida minimalista. Eu só consegui viver a correria das últimas pendências (eu vou ter que pagar excesso de bagagem?) e a saudade, doída e chorosa.

Passei pela área de embarque achando que estava segurando muito bem, mas foi eu ver o tchauzinho meio aéreo do meu sobrinho de 3 anos pra eu virar o corredor e o choro desabar com toda a força.

Fui encarar o raio X enxugando as lágrimas, pensando se estava dando algum motivo para os agentes desconfiarem de mim… rs… (Quem assiste às séries Aeroporto, do National Geographic, sabe do que estou falando.) Mas deu tudo certo, eles não me pararam.

Só minhas, foram 2 malas grandes despachadas, com roupas e calçados. Isso porque não levei as roupas de frio.

Ainda muito distante de uma minimalista exemplar, não é mesmo?

Confesso que foi duro reconhecer esse fato. Seria muito mais fácil já estar mais leve (as coisas do meu marido couberam todas em 1 mala; a quarta mala foi só de roupas de cama e banho), mas foi o que deu pra fazer. Como autoconcessão, sei que há alguns anos o peso teria sido bem maior…

Quando cheguei ao aeroporto de Natal, as mensagens começaram a pipocar. E foi nessa hora que eu vi como é enorme o apoio que estamos recebendo. São parentes, amigos, ex-colegas do trabalho, amigos dos amigos e até mesmo os primeiros leitores do blog. Então aproveito a deixa para agradecer a todos vocês pela energia positiva que mandaram pra gente, pela força e pelos desejos felizes.

E pela parceria. Sim, porque a ideia do blog é esta, irmos fazendo essa mudança juntos, aprendendo e compartilhando.

Partiu Pipa!

O minimalismo de cada um

O estilo minimalista propõe uma redução ao mínimo necessário. Ele surgiu no século passado influenciando sobretudo as artes plásticas e o design, e só mais recentemente o termo tem sido empregado para falar de estilo de vida.

Eu não sei bem quando comecei a prestar mais atenção nessa ideia, mas acho que ela bateu com força em 2015, quando passei a seguir o blog do casal Eduardo e Mônica. Um ano antes eles tinham largado tudo para viver como nômades pelo mundo e, no meio dessa aventura, escreviam posts muito inspiradores não só sobre os lugares incríveis que conheciam mas também sobre a vida minimalista que levavam.

Também em 2015, trabalhei na produção do livro Essencialismo, que fala da busca por menos, só que com uma abordagem mais voltada para o trabalho. Era como se as ideias fossem aos poucos se somando e me deixando mais curiosa sobre esse outro modo de levar a vida. E, se em determinado momento o que eu mais consumia na internet eram blogs sobre moda, fui, sem perceber, substituindo-os pelos textos sobre vida minimalista.

Em 2017, percebi que a “onda minimalista” era bem maior do que eu imaginava. Foi quando assisti na Netflix ao filme Minimalism: a documentary about important things (Minimalismo: um documentário sobre as coisas importantes), lançado em 2016.

De repente tava todo mundo falando sobre isso. A proposta de uma vida com menos excessos e mais experiências estava de fato conquistando adeptos pelo mundo todo. Joshua Millburn e Ryan Nicodemus, os minimalistas do filme, dizem ter alcançado mais de 20 milhões de pessoas pelo mundo por meio de seus blogs, livros, podcasts e do próprio documentário.

No Brasil o assunto pode ter ganhado mais força nos últimos anos até por conta da crise econômica, que nos obrigou a repensar muitos hábitos de consumo. Mas pra muita gente acabou sendo mais que uma necessidade ou tendência passageira e, em vez disso, virando uma opção de vida:

Qualidade em vez de quantidade.

[E aqui, mais uma vez, faço aquela ressalva: isso no caso de quem tem opção! Para muita gente “viver com o mínimo” é uma realidade imposta, e não um luxo.]

De qualquer maneira, apesar de muitos, como eu, terem simpatizado inicialmente com o minimalismo por uma questão de estética ou de melhorar a organização, os benefícios podem se estender por praticamente todos os âmbitos da vida.

Em primeiro lugar, optar por viver com menos acende uma luzinha sobre o consumo consciente. A partir do momento em que você se propõe a reduzir todos os aspectos da vida ao essencial, ao que realmente tem mais importância para você, tende naturalmente a se livrar dos excessos que roubam seu tempo e não dão o devido retorno. Por exemplo, depois que eu fiz a mágica da arrumação da Marie Kondo e vi quanta coisa inútil tinha acumulado, passei a pensar duas vezes antes de sair comprando outros itens.

Uma consequência imediata disso é economizar. Sim, porque tudo que compramos e está agora esquecido num cabide ou numa prateleira custou dinheiro, fora o tempo que levamos trabalhando por ele. Então, se eu não estou precisando de mais uma calça jeans, não compro. Se meu celular me atende bem, não preciso trocar pelo último lançamento. Meu cartão de crédito agradece.

Outra consequência é reduzir o impacto ambiental. Cada objeto que adquirimos precisou de matérias-primas (renováveis ou não) e energia (limpa ou não) para ser fabricado. E, depois de ser utilizado (ou de ficar encostado num canto pegando poeira), vai gerar outra preocupação ao ser descartado — é de material reciclável? Tem chance real de ser completamente reciclado? Vai poluir as águas e o solo? Se eu deixo de levar algum produto supérfluo pra casa, estou ajudando a preservar os recursos naturais do planeta.

Em um mundo que prega a ostentação como ideal de vida, ter essa consciência — diariamente — exige esforço.

Nos grupos do Facebook sobre minimalismo vejo muita gente comentar sobre um outro aspecto interessante: os relacionamentos. Parece que, nesse movimento para nos cercarmos do que nos faz bem e nos livrarmos do que só rouba dinheiro, tempo e atenção, muitas “amizades” vão ficando pelo caminho também. O famoso “Se não soma, some!”.

Eu sempre desconfio das posturas radicais demais, mas confesso que já começo a sentir esse efeito, sim. Se antes eu me forçava a procurar determinadas pessoas, mesmo que não me identificasse mais tanto com elas ou saísse mais incomodada que feliz do nosso encontro, hoje me preservo mais.

E também tem gente exercitando o minimalismo na alimentação. Se podemos comer menos e ainda assim viver com saúde, será que não seria uma questão a se pensar? Ou aí já é pegar pesado?

Uma proposta minimalista pode abarcar todos os aspectos da nossa vida ou só alguns. Como acontece com toda tendência, é importante não achar que ela é a solução para todos os males e que não há felicidade fora dela. Além disso, para ser eficaz, essa proposta deve ser personalizada e atender aos seus interesses, que pode não ser os mesmos que os meus, e tudo bem.

Apesar de me identificar demais com uma vida minimalista, fiz questão de incluir o “projeto” no nome do blog, porque é exatamente o que ele é para mim: algo em desenvolvimento, em construção. Sigo aprendendo um pouco mais a cada dia com as minhas leituras e aplicando aos poucos no meu dia a dia, de uma maneira que me deixe confortável e não me gere mais estresse, ou teria justamente o efeito contrário ao que estou buscando.

A minha vida minimalista envolver ter menos coisas, consumir de forma consciente, viver em um espaço menor, trabalhar em projetos que tenham significado para mim, me cercar de boas energias e ter mais tempo para o que me faz feliz.

E a sua?

Encontre um minimalismo que funcione para você. Que não gere incômodo, mas que o liberte levando em consideração seus valores, desejos, paixões e pensamento racional. (…) Você começará a remover as coisas desnecessárias de sua vida. E, quando fizer isso, encontrará espaço para intencionalmente promover as coisas que mais valoriza e eliminar o que faz você desviar delas.

Joshua Becker, do blog Becoming Minimalist

Início da mudança

MartinaMang por Pixabay

Há quatro anos surgiu na editora onde eu trabalhava o livro que me ajudaria a dar o primeiro passo concreto na busca por uma vida mais simples e mais leve. Sim, acreditem: a pequenina e delicada Marie Kondo me deu uma sacudida e um empurrão daqueles bem fortes.

A especialista em arrumação criou o método KonMari, que sugere lançar um novo olhar sobre todos os seus pertences e manter apenas aquilo que te traz alegria. Ela já tem dois livros publicados no Brasil e também estreou em 2019 uma série no Netflix.

A mágica da arrumação me inspirou a colocar “ordem
na casa” — e nas ideias.

Só de ouvir os comentários da minha colega que estava coordenando a produção do livro eu já ficava inquieta. Antes mesmo de ler, eu fiz uma limpa lá em casa e separei bolsas e mais bolsas de itens que não me faziam feliz. Doei muita coisa e consegui vender outras. Após a leitura, tive que organizar um segundo bazar. A tralha parecia não ter fim!

Eu não sou uma pessoa naturalmente desapegada. Muito pelo contrário. Guardava tudo pra sempre. Durante a infância e a adolescência, eu sofria com a frustração de nunca ter as coisas que mais queria ter, de brinquedos a roupas. O orçamento da família sempre foi muito enxuto, então não sobrava dinheiro pra casa da Barbie, pra “Não esqueça a minha Caloi”, pra caixa de lápis de cor mais cobiçada, pra calça jeans da moda, pra mochila de marca…

Fui crescendo e sonhando com o dia em que eu alcançaria a tal independência financeira, quando faria o que eu bem entendesse com o dinheiro, compraria o que quisesse na hora que quisesse — mesmo que fosse parcelado no cartão.

Uma boa educação financeira e minha natureza pão-dura me ajudaram a sempre economizar e não gastar mais do que ganhava. E aos poucos cheguei aonde queria: tinha o meu próprio dinheiro e podia gastar com as roupas e “brinquedinhos” que eu quisesse. E então eu conquistei a felicidade…

Só que não.

O que eu conquistei foram um guarda-roupa abarrotado, cômodos com muitas coisas que eu nem usava e, se você pensar bem, até um apartamento maior do que um casal precisa para viver — fora a limpeza e manutenção disso tudo, a responsabilidade, o estresse das coisas por fazer.

Ok, isso soa como um problema de pessoa privilegiada. E é mesmo. Quem tem mais do que precisa ter não está passando necessidade, algo bem diferente da maioria da população brasileira. Mas acredito que exista uma responsabilidade social em reduzir o consumo.

Esse meu despertar para o “menos é mais” me levou a ler muito sobre minimalismo (e sobre isso falarei melhor em outros posts), mas também a me preocupar cada vez mais com sustentabilidade. Para mim, as duas coisas estão relacionadas. Se você consome com moderação, ajuda a poupar recursos naturais e gera menos impacto no planeta.

E uma vez que essas ideias fazem sentido na sua cabeça, olha, é um caminho sem volta. Eu me vi querendo reduzir tudo, gerar menos lixo, repensar a vida como um todo e me ater só ao que fosse necessário e ao que me fizesse feliz de verdade.

E eu podia ser feliz com menos.

Eu podia possuir menos coisas, consumir com mais consciência, ocupar um espaço mais adequado. Eu podia ganhar menos, porque ia gastar menos. Eu podia trabalhar menos para ter mais da coisa mais valiosa desse mundo: tempo.

Mas eu não teria como fazer isso tudo sozinha. Felizmente, meu marido, um minimalista nato, também viu sentido nessa mudança de estilo de vida e fizemos tudo juntos. Deixamos nosso apartamento, nossos empregos e (quase toda) a nossa tralha e vamos levar com a gente só aquilo que couber em algumas poucas malas.

Marie Kondo ficaria orgulhosa.

“Antes de assumirmos o controle sobre nossas coisas, precisamos mudar a relação que temos com elas. As coisas existem para nos servir, e não o contrário.”


Francine Jay, do livro Menos é mais


P.s.: Para saber mais sobre o trabalho da Marie Kondo:
– série Ordem na casa
– livro A mágica da arrumação
– livro Isso me traz alegria

Contagem regressiva

Imagem de Free-Photos por Pixabay

Alguém vai dizer que não faz o menor sentido iniciar um blog destacando algo que tem data para acabar. Calma. Na verdade a contagem regressiva é para um recomeço.

Faltam 15 dias para nossa nova vida.

Depois de anos vivendo na cidade grande, em meio à correria e ao caos, ao trânsito e ao medo, chegou a hora de tentar uma coisa diferente. Estamos de malas prontas — ou melhor, tem só uma mala pronta — para uma sonhada mudança de estilo de vida. Vamos deixar o Rio e partir rumo à Praia da Pipa, no Rio Grande do Norte.

“Ah, mas como eles são corajosos!”

Ouvi muita gente dizer isso quando meu marido e eu contamos a novidade. E sempre que escuto algo do tipo penso que não é exatamente coragem o que nos move. Parece que tem uma hora que a angústia de estar no mesmo lugar reclamando das mesmas coisas é que vence todo o resto e nos dá um empurrão adiante.

E é claro que toda mudança inclui a sua dose de medinho, de insegurança, de dúvida. Não temos certeza de nada, então ficamos apreensivos, sim. Mas por outro lado…

Quem tem certeza de qualquer coisa?

Empregos, relacionamentos, saúde, situação financeira, tudo isso anda cada vez mais instável e sentimos o peso do estresse que é viver tentando nos preparar para o pior.

Mas e se a gente tentasse se preparar para o melhor? E se a gente pudesse reconhecer alguma coisa que não está dando certo, pisar no freio e buscar uma alternativa? E se a gente pudesse escolher uma coisa que faz a gente realmente feliz e ter mais dessa coisa todos os dias?

E se a gente largasse tudo e fosse viver uma vida mais minimalista, concentrando nossa energia em algumas poucas coisas maravilhosas e excluindo o que não faz bem nem pra gente nem pro planeta?

Então é por aí. Esta é a nossa proposta. Vamos com tudo.

Mas não queremos ir sozinhos, porque a saudade vai doer demais.

Este blog foi a forma que encontrei de levar todo mundo com a gente. Vou aproveitar este espaço para falar um pouco do que me trouxe até aqui, das mudanças pelas quais passei, das rasteiras que levei, das coisas que descobri e também do apoio que recebi.

Foram livros, filmes, blogs, relatos pessoais, insights, mil coisas que foram se somando e gritando pra mim que estava na hora de colocar em prática o projeto vida minimalista.

Tá dando um baita frio na barriga, mas essa empolgação toda só se vive uma vez, então eu quero mais é aproveitar, registrar e compartilhar!

“A vontade de assumir os riscos e de se comprometer com a própria vulnerabilidade determina o alcance de nossa coragem e a clareza de nosso propósito.”

Brené Brown, do livro A coragem de ser imperfeito